Linktudo Notícias - Em vídeo na cadeia, Flordelis acusa pastor de abusos sexuais; relatos serão levados ao júri

Em vídeo na cadeia, Flordelis acusa pastor de abusos sexuais; relatos serão levados ao júri

Em vídeo na cadeia, Flordelis acusa pastor de abusos sexuais; relatos serão levados ao júri‏



Presa há quase um ano e três meses, a ex-deputada federal Flordelis dos Santos de Souza começa a ser julgada amanhã, acusada de ser mandante da morte do marido, o pastor Anderson do Carmo. Três filhos e uma neta dela também estarão no banco dos réus.


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Mas Flordelis, outras rés e testemunhas levarão ao plenário acusações de violências físicas e sexuais que teriam sido cometidos por Anderson, o que pode dar a tônica do julgamento, que se estenderá por mais de um dia. Em vídeo obtido pelo GLOBO, feito na última semana na penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, Flordelis detalha a seus advogados episódios dos quais acusa o pastor, como relações sexuais forçadas. Alegações, porém, que são refutadas pelo advogado que defende a família de Anderson. Na gravação, Flordelis diz que sofria violência física após o casamento. Os episódios teriam cessado por um tempo, mas ele teria voltado a agredi-la, dessa vez, durante o sexo. — Ele me batia e não era pouco. Depois parou. Então, eu achava que as outras coisas também iam parar. Ele ficou um tempo tranquilo. Não sei o que deu na cabeça dele, que começou a me judiar. Mas ele só me judiava na hora de relação sexual. Nessa hora que eu pedia a Deus. Chegava em casa e pedia que ele estivesse cansado para não transar (...) Ele só conseguia ter orgasmo se me judiasse, se me machucasse — afirmou Flordelis, chorando. Chegando a bater com as mãos na cabeça, aparentando nervosismo, ela afirma ainda que Anderson a forçava a ter relações sexuais: — Às vezes eu estava dormindo (...) Já acordava com ele em cima de mim. Não adiantava eu falar não pra ele. Quanto mais eu falava não, ele se excitava ainda mais. Segundo o relato, ela ficava com dores, mas Anderson agiria como se nada tivesse ocorrido. — Era muita dor. Eu ficava uns dois, três dias sentindo dor — disse Flordelis no vídeo. A ex-parlamentar sempre alegou inocência e que não tem qualquer envolvimento com a morte do marido. Na gravação, ela diz que jamais faria mal a Anderson, a quem se refere como “meu tudo”. Mas, em eventual condenação, ela pode ter a pena reduzida se sua defesa pedir aos jurados o reconhecimento do chamado homicídio privilegiado, quando o autor comete o crime “impelido por motivo de relevante valor social ou moral”, o que os advogados ainda não confirmam que farão. — Vamos levar aos jurados a realidade do que acontecia e que precisa ser exposto. Seja pelo intermédio de testemunhas e da própria acusada no seu interrogatório. Os jurados, para tomarem uma decisão justa, precisam ter subsídio probatório — afirma Rodrigo Faucz, um dos advogados da ex-deputada. Polêmicas sem fim: Testemunha relata que Flordelis tinha objetos para rituais de magia negra em casa Advogado da família de Anderson, Ângelo Máximo refuta as acusações e pontua que a tese de que o pastor cometia abusos na casa chegou a ser levantada no início das investigações por Flávio dos Santos Rodrigues, filho biológico de Flordelis, ao admitir ter dado os tiros que mataram a vítima. Porém, não foi confirmada por integrantes da família ouvidos pela Polícia Civil. Durante depoimentos em audiências na Justiça, os dois delegados que atuaram no caso, Bárbara Lomba e Allan Duarte, disseram que os supostos abusos não foram comprovados. — A prova que está no processo é a de que Anderson foi vítima de um brutal homicídio perpetrado pela sua esposa, a mando dela, com a participação de filhos. Agora, estão querendo acusá-lo de estupro, de abuso sexual, o que é inadmissível. No Tribunal do Júri, nunca vi saírem vitoriosas teses como essa, que acusa a vítima que não está mais para se defender — diz Máximo. Laudo de psiquiatra Flordelis também relatou os abusos ao psiquiatra Hewdy Lobo Ribeiro, assistente técnico da defesa que prestará depoimento no julgamento. Junto com uma psicóloga, ele entrevistou a ex-parlamentar em 27 de abril deste ano e elaborou um laudo anexado pela defesa ao processo. No documento, Lobo aborda assuntos como as histórias sobre a adoção de crianças — Flordelis diz ter 52 filhos, entre afetivos, adotivos e biológicos — e a relação dela com o marido. 'Marca de cigarros': Defesa de Flordelis alega que ela foi torturada na cadeia De acordo com o atestado assinado pelos profissionais, ao ser questionada sobre a vida com Anderson, Flordelis afirmou que “ocorriam abusos físicos e sexuais no casamento”, mas não gostava de falar no assunto. Eles registram que, após insistência, Flordelis afirmou “com constrangimento” que, nos últimos anos, Anderson tinha ficado mais violento no ato sexual. “Descreveu que o esposo tinha o hábito de enforcá-la na hora do prazer e chegou ficar desacordada uma vez”, afirmam no texto. Flordelis disse aos profissionais que aceitava o comportamento do marido porque “não era nada que ela não suportasse”. “Ela sentia que aceitava também pelo fato de depender dele para muitas questões”, continua o laudo. Além de Flordelis, outras duas rés — sua filha biológica Simone dos Santos Rodrigues e a neta, Rayane dos Santos Oliveira — acusam o pastor de abusos sexuais. A primeira confessou ser mandante da morte de Anderson, isentando a mãe de culpa no crime. Outras duas filhas de Simone, Rafaela e Lorrane, também imputam o pastor por estupro e abusos, conforme revelou O GLOBO em maio deste ano. Ambas serão ouvidas no julgamento. Rayane, defendida pelos mesmos advogados de Flordelis, passou por avaliação de Hewdy e de uma psicóloga na cadeia. Na entrevista, ela relatou que certa vez, em Brasília, acordou com o avô em cima dela, beijando-a. Rayane, que foi criada como filha por Simone, disse ainda que, na ocasião, Flordelis a flagrou chorando na cozinha e pediu a ela para tomar cuidado com Anderson. Amanhã, além de Flordelis, Rayane e Simone, serão julgados André Oliveira e Marzy Teixeira, os dois últimos filhos afetivos da pastora. André e Simone foram casados e registraram Rayane juntos.



Fonte: https://extra.globo.com/casos-de-policia/em-video-na-cadeia-flordelis-acusa-pastor-de-abusos-sexuais-relatos-serao-levados-ao-juri-25604358.html

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Ke'lib Workshop - Authentic & Beautiful Hand-made Products

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Loline Mag sat down with the founder of Ke'lib Workshop, Fikir Mesfin. This young entrepreneur has shared her journey of modeling a business from passion. Keep tight and be inspired.

Ke’lib is an Amharic word meaning ‘from the heart’. You can see that authenticity in the beautiful hand-made products, crochet shoes, and artworks made by Ke’lib, which signifies that they are indeed from the heart. Even though they are just looming into the market, people are loving the passion they put into their work.


Just a hobby

Fikir was always into crafting, making, and fixing different items. The journey began while looking for a present for a neighborhood friend who had recently become a mother. After considering all the basic options, she decided to crochet a shoe for the newborn. She succeeded in delighting her neighbor with her present. News traveled fast through the community, and people began asking her to make the shoe for them. In her second year, 2016, she began making a name for her craft. She pursued it further when she saw that she was actually making money out of her hobby.


The young designer picked up her crocheting skills from her mom and developed them through formal education. She studied Industrial design at Addis Ababa University, which she says helped sharpen her skills. She explained that the excitement of her job keeps her going. Had it been only for making a living, it would have been tenuous.


The making of Ke’lib

“I want to show how something that is done with all one’s heart makes sense and is beautiful.”

When Fikir graduated, she had made up her mind to be self-employed. Together with a friend, they went around doing wall painting for coffee shops and other places. They later joined to start making the crocheted shoe. After a while, Fikir took over the project and built it into the business it is today. Fikir has labored to make her workshop a place where Ethiopian traditional craft is made to suit the times.


Ke’lib is, of course, making money out of passion. Fikir admits to believing that she was not made for business. That all has changed now that she considers her business as raising a child to be independent. Ke’lib is thriving as a feasible creative venture.


The tough road

Generally, we all know good things are not easy to come by. Launching Ke’lib and sustaining it was just as cumbersome. Fikir explained that people usually fail to take her seriously and consider her work a hobby. Finding the materials needed became another hardship to get things going at Ke’lib. As a thriving business with expenses and salaries to pay, finances were Ke’lib’s additional challenge. She described that to be a struggle to continue till defined financial bars are passed.


Ke’lib now

There are over seven types of women's and men's shoes made and sold by Ke’lib. The workshop also offers custom designs. They also make art pieces of various kinds. With up to eighty shoes made monthly, the creative hub is growing. Their price range swings between 1300 ETB and 1700 ETB, with custom-made costing 2000 and more. The plan is to scale up current productions and diversify into rugs and other hand-made goods.


Ke’lib under pressure   

Ke’lib is one of a kind. Some people tend to compare it with local shoe brands, but the founder is absolutely against this. She believes in the uniqueness of her craft and the authenticity of the process. She feels under pressure to fill the demand in the market. Ke’lib can only accommodate those who do it with love and great anticipation to see the end product.


Word of mouth and leads from Instagram bring in most of Ke’lib’s customers. Opportunities to participate in trade fairs and bazaars have also brought forth exposure for the business. Recently, she has devised a way of putting her products in different spots without having to open her own shop. Fikir added that she has learned the export market is a huge potential for her products. She is committed to climbing up to the heights.


Ke’lib in the coming times

“Ke’lib is a concept I want people to make dear to themselves.”

Ke’lib is an open space for enthusiasts eager to learn. Fikir told us the plan is to make Ke’lib a center for people to engage in creativity. She aspires to guide and support those enthusiasts in the process. An experience as an occupational therapist at a rehabilitation center has taught Fikir that crocheting can also be therapeutic. She is confident the craft teaches a different lifestyle and is immense in its potential.


Lessons in running a business

Ke’lib, Ke’lib has taught Fikir so much from utilizing a simple skill to being an entrepreneur. The young entrepreneur spoke against overthinking things as it blocks progress. She explains that the secret is in starting, and things will tend to unfold as it goes. Being present despite her moods was another huge lesson in running a business. She proclaims that building communication and learning to sell oneself is the key to success.